quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Anita era do C*!

O Homem do círculo de leitores era encarado como O Deus da Leitura, cujos super poderes consistiam em dotar os moveis do "hall" dos nossos pais com: Enciclopédias ordenadas por ordem alfabética quiçá em degradê; atlas magníficos; alguns romances; e ainda a possibilidade de ter bolsas de transporte de documentos igualmente magníficas. Mas a influência d'O homem do círculo de leitores nas nossas vidas não se deve apenas aos seus super poderes, nem ao seu grande bigode que ainda hoje nos fascina. Deve-se essencialmente ao facto de nos ter dado a possibilidade de fazer a colecção toda da Anita.

A Anita tinha aquele cariz didáctico  que, enquanto crianças  nos fazia sonhar com um futuro de qualidade. Ela viajava, ela casava, ela andava de bicicleta, ajudava a mãe na cozinha e ainda cozia a camisola ao irmão. Tudo sonhos do mais alto gabarito.
Nos tempos actuais o homem do círculo de leitores já não aparece, ele liga, e na maior parte da vezes faz-se representar por uma voz feminina o que, só por si, nos faz desacreditar naquele bigode farfalhão. Talvez por isso, também a Anita tenha mudado nos dias que correm. Ainda assim podem sonhar com ela: A Anita a recibos verdes; A Anita estuda durante 17 anos e fica no desemprego; A Anita sem médico de família.

O Homem do Círculo de Leitores tinha um bigode fixe, mas a Anita é que era do C*!


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